O que é Inbound Marketing

Maikon Richardson
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O que é Inbound Marketing

> Inbound Marketing é um conjunto de estratégias que têm como objetivo atrair voluntariamente potenciais clientes para o site ou loja virtual da empresa.

O conceito de Inbound Marketing surgiu oficialmente nos Estados Unidos e começou a se popularizar a partir de 2009, após o lançamento do livro “Inbound Marketing: seja encontrado usando o Google, a mídia social e os blogs”, de Brian Halligan e Dharmesh Shah.

De lá para cá, o Inbound Marketing explodiu de vez, e a cada dia mais empresas de diferentes portes estão aderindo ao método para conquistar mais clientes, gerar mais vendas e reforçar sua autoridade perante a audiência.

Em uma tradução livre, o termo Inbound Marketing pode ser definido como marketing de atração.

A principal diferença entre o marketing tradicional – que chamamos de Outbound Marketing – e o Inbound Marketing é que, no segundo, quem procura a empresa é o cliente e não o contrário.

No Inbound Marketing, é o cliente que procura pela empresa e não o contrário.

Ou seja, são realizadas ações com o intuito de atrair o potencial cliente para seu blog, site ou loja virtual e, a partir dessa atração, é feito todo um trabalho de relacionamento com essa pessoa.

Esse relacionamento é desempenhado por meio de conteúdo personalizado e autoral. Esse conteúdo é uma forma de:

  • Educar a audiência e potenciais clientes sobre o segmento de sua empresa;
  • Transformar sua empresa em uma referência em determinado assunto relacionado a seu mercado e;
  • Influenciar na decisão de compra de futuros clientes.

Como funciona o Inbound Marketing

Um dos princípios do Inbound Marketing é transformar estranhos em clientes. Para este grande desafio existe uma metodologia que segue uma sequência lógica de etapas.

Toda estratégia de sucesso deve passar pelas seguintes fases que se complementam de forma inteligente:

1 – Atrair

No Inbound Marketing a equação é simples: um site sem visitas não gera  Potenciais Clientes (Leads). Sem os Potenciais Clientes (Leads) não há vendas e, por consequência, perde-se toda a razão para se trabalhar com essa estratégia.

Por esse motivo a primeira etapa do Inbound Marketing é “atrair” e, sem dúvidas não poderia ser diferente.

A genialidade dessa etapa é simples: ao invés de gastar energia em procurar pessoas que poderiam se interessar sobre seu negócio / mercado, gasta-se energia na construção de algo digno para atrair muitas pessoas que por espontânea vontade se interessaram pelo assunto.

O resultado disso são potencias clientes muito mais engajados e propensos a realmente consumir o produto ou serviço da empresa.

Existem muitas formas de fazer essa mágica acontecer e você precisa saber um pouco de cada uma:

a) BLOG

O blog está normalmente ligado a uma estratégia de Marketing de Conteúdo, que é um dos principais pilares do Inbound Marketing.

Ao contrário do que pode parecer, usar o blog como uma ferramenta de marketing não é apenas publicar em um site textos aleatórios sobre o seu assunto, é preciso planejamento.

Para um blog bem feito é necessário, produz conteúdo de qualidade baseado nos problemas dos seus potenciais cliente e nas etapas do processo de compra em que ele ocasionalmente poderá estar.

Apesar disso, ter um blog não se trata apenas de trabalhar e orientar o cliente potencial na jornada de compra, mas também se trata de criar relacionamento e identificação com ele. Até porque lá você pode abordar temas menos engessados, que no site você normalmente não poderia abordar.

b) SEO – Search Engine Optimization 

Todos os meses cerca de 100 bilhões de buscas são feitas no Google. Cada busca é resultado de um problema em que seu Potencial Cliente quer resolver, e é nesse momento que seu negócio pode fazer a perfeita conexão com essas buscas.

Quando falamos de SEO, o objetivo é situar seu site em um local visível para todos que fazem pesquisas relacionadas ao seu nicho / mercado encontrarem sua empresa.

Quem conhece um pouco dos mecanismos de busca sabe que, quando falamos de local visível, nos referimos as páginas de resultados ou, mais precisamente, à primeira página do Google.

Os motores de busca prezam sempre em exibir o melhor para o usuário pensando em SEO. Isto é justamente o que temos que visar: oferecer a melhor solução possível para o problema que motivou a pesquisa no mecanismo de busca.

O Google utiliza vários critérios para determinar se uma URL (endereço de site) é ou não digna de estar na primeira página de resultados e um bom trabalho de SEO deve levar em consideração esses critérios.

Ter um blog com conteúdos interessantes e não estar nos mecanismos de busca é o mesmo que ter uma ótima loja em uma rua pouquíssimo movimentada. Por isso dê a devida atenção para esse assunto!

c) LINKS PATROCINADOS

Apesar de muitos acharem que anúncios pagos na internet vão contra o principio do Inbound Marketing de atrair a atenção ao invés de comprar, um anúncio feito no momento certo pode ser bem aplicado em uma boa estratégia de Inbound Marketing.

Anúncios na internet permitem muitas vezes uma segmentação bastante específica do público que se deseja atingir, o que lhe permite ser na maioria das vezes assertivo.

Existem muitas formas de anunciar na internet. Vamos citar agora 3 formas bem usuais e estratégicas de obter bons resultados dentro da metodologia Inbound Marketing.

c.1) Search (Anúncios na pesquisa)

Um dos fatores viáveis de mostrar o valor de comprar palavras-chave no Google Adwords para aparecer como link patrocinado na pesquisa do usuário é mostrar um anúncio que leva para seu site e que tenha um conteúdo relevante, que fale daquilo que usuário está buscando.

Essa resposta para o usuário será o conteúdo em que ele clicará no anúncio, por isso é importante a compra de palavras-chave corretas.

Além disso, os textos dos anúncios devem estar alinhados com o conteúdo do site de destino ou da Landing Page (Página de Captura).

c.2) Display (anúncios em banners na rede de conteúdo)

Sua empresa também pode fazer anúncios em banners na rede de conteúdo do Google e selecionar alguns canais, sites, blogs por segmento, remarketing ou tipo de conteúdo do site para anunciar por lá e gerar visitas a partir desse banner.

Uma das vantagens de usar links patrocinados para uma estratégia de Inbound Marketing é atrair visitantes para seu site, blog ou Landing Page de uma forma a curto prazo, usando como “faísca” um gatilho rápido de gerar trafego de acordo as pesquisas do usuário.

c.3) Facebook Ads

Cerca de 90% dos usuários da internet estão presentes no Facebook, configurando a rede social como uma das maiores audiências da internet.

Lá é possível segmentar os anúncios por interesses, gostos e comportamentos, fazendo com que você consiga ser extremamente oportuno, anunciando para um público bastante interessado.

Hoje, por exemplo, o Facebook Ads é um dos nossos principais canais de aquisição de Leads via mídia paga. Por meio de rede divulgamos nossos materiais ricos, como eBooks, webinars, planilhas, templates, ferramentas etc.

Entendemos que tanto o Facebook Ads quanto o Google AdWords são importantes e funcionam de maneira complementar. De modo geral, o Google Adwords é excelente para captar demanda já existente e o Facebook pode ser bem efetivo quando o assunto é gerar demanda.

d) REDES SOCIAIS

As redes sociais são excelentes canais para atrair público para o site ou loja virtual da sua empresa. Uma a cada três pessoas no mundo utilizam alguma rede social, então é fundamental para qualquer empresa estar presente e fazer uso desses canais.

Existem algumas formas de utilizar as redes sociais na estratégia de Inbound Marketing. Divulgar conteúdos de qualidade, por exemplo, é uma boa forma de atrair visitantes para seu site.

As redes sociais permitem um compartilhamento mais fácil e efetivo do que outros canais pela quantidade de pessoas que atingem.

Outra forma é a interação com os usuários por meio de fóruns e geração de ideias. Isso permite uma abordagem menos engessada com o público e existe a oportunidade de divulgar materiais para reforçar a informação. O objetivo disso é criar um relacionamento cada vez mais próximo e pessoal com seu público.

Ter uma abordagem mais pessoal nas redes sociais é muito importante para criação de uma rede. Os usuários utilizam esse canal para interagir com outras pessoas, e com as empresas não é diferente. Algumas pessoas inclusive divulgam empresas com que têm afinidade sem ganhar nada em troca, e isso já é um enorme motivo para tratá-las de forma singular.

As redes sociais também são fontes ricas de informações. A partir desses canais, é possível identificar o perfil e interesse de grande parte dos usuários. Isso é fundamental para a estratégia de Inbound Marketing, uma vez que as interações com seu público podem ser customizadas de acordo com o interesse do mesmo.

2 – Converter

A etapa de conversão complementa totalmente a anterior: O visitante precisa virar Lead (Cliente Potencial) para poder avançar no processo de compra.

Nesse contexto, quando falamos de conversão, estamos nos referindo à ação do usuário de passar suas informações em troca de uma recompensa ou benefício, como uma oferta de material rico, de que falaremos logo a seguir.

Ter um site com muitas visitas e nada de conversão não é muito vantajoso no âmbito do Inbound Marketing. Existem várias formas e elementos que podem ajudar você a transformar seus visitantes em Leads.

Algumas delas:

a) CRIAÇÃO DE OFERTAS

Uma das formas de fazer com que um visitante se torne um Lead é por meio da produção de ofertas.

Elas podem ser categorizadas em basicamente duas categorias:

a.1) Ofertas diretas:

Aquelas que estão mais diretamente voltadas à compra, como pedidos de orçamento, demonstração de software, teste gratuito, entre outras;

a.2) Ofertas indiretas:

Elas são geralmente focadas em estágios menos avançados da jornada de compra, ou seja, possuem o objetivo de educar e resolver problemas específicos dos Potenciais Clientes. Alguns formatos comuns de ofertas são eBooks, webinars, ferramentas etc.

Em termos de Inbound Marketing as ofertas indiretas, principalmente os materiais educativos, têm papel fundamental em todo o processo. Como dito, são elas que irão resolver problemas específicos da sua persona e posicionar sua empresa como referência no mercado para determinado assunto.

b) LANDING PAGES

Em uma tradução literal podemos falar que Landing Page é uma página de aterrissagem. No significado prático seria uma página feita com um objetivo maior: a conversão.

Quando falamos de converter seu visitante em Potenciais Clientes, as Landing Pages caem como uma luva. Isso porque se tratam de páginas que desde suas concepções foram arquitetadas para convencer o usuário a realizar essa ação principal.

Isso não quer dizer que é impossível ter conversões por outras páginas que não foram desde o início construídas pensando nessa meta, porém uma Landing Page focada tende a cumprir muito melhor esse papel.

As Landing Pages costumam ter elementos básicos que ajudam bastante nessa missão de transformar os visitantes em Potenciais Clientes:

c) Call-to-actions (Botão para ação)

Os call-to-actions são elementos que estimulam o usuário a realizar uma ação. Normalmente são trabalhados com botões, mas também podem ser usados em forma de links.

São bastante usados como acionadores de alguma ação como o download de um material, um cadastro em uma newsletter ou mesmo um pedido de trial de uma ferramenta.

É importante que sejam sempre chamativos.

d) Formulário

Usamos os formulários para conseguirmos saber o máximo possível de nossos Potenciais Clientes. Costuma ser muito importante, já que quanto mais informações você adquirir do seu Potencial Cliente, mais contextualizada e oportuna será a abordagem de vendas futuramente.

e) Headline (Título)

O headline trata de captar a atenção do usuário e provocar bastante interesse em apenas uma frase. A missão parece bem complicada, porém o que podemos afirmar é que vale sim gastar bastante tempo e esforço para escolher o headline ideal para sua Landing Page. Você pode ter um conteúdo bem convincente na sua Landing Page, mas se seu headline não motivar as pessoas a ler, não será o suficiente.

f) Dobra

Uma dobra é o tamanho da parte visível de uma página em uma tela de desktop. Toda página pode ser dividida em dobras, porém é muito mais comum o uso desses termos quando falamos de Landing Pages. Isso porque em uma Landing Page toda sua estrutura de argumentação é pensada e divida em dobras.

É importante tomarmos alguns cuidados na hora de produzir uma Landing Page, como evitar mais de um call-to-action por dobra e investir tempo e conhecimento na produção da primeira dobra, já que ela será a primeira coisa que qualquer usuário que acesse Landing Page verá.

 

g) CRO (otimização de conversão) 

CRO é a prática que molda a experiência do usuário de forma que, amigavelmente, suas ações sejam direcionadas ao propósito principal da página, que no caso chamamos de conversão. Existem vários conceitos importantes que o CRO engloba como: copywriting (texto feito com uma argumentação precisa), teste A/B e outros.

3 – Relacionar

Como sabemos, nem todos os clientes em potencial estão no momento de realizar uma compra. Quando olhamos para a jornada de compra, vemos claramente que existem etapas bem definidas que devem ser respeitadas até o ponto em que uma pessoa está “pronta” para receber uma abordagem.

Para ter uma ideia da proporção em que se encontram essas pessoas ao longo do processo, Chet Holmes, autor do livro The Ultimate Sales Machine, traz a seguinte abordagem:

Pirâmide do momento de mercado
Pirâmide do momento de mercado – Chet Holmes.

Em suma, apenas 3% do seu mercado em potencial está buscando por uma solução, ou seja, está na etapa de Decisão de Compra.

Trazendo essa abordagem para o dia-a-dia, dentro de uma base de Potenciais Clientes, podemos considerar que o cenário não é muito diferente: a partir da produção de conteúdo focada em diversos problemas e estágios de compra, atraímos também Potenciais Clientes em diversos estágios.

É aí que entra a etapa de relacionamento no Inbound Marketing: por meio de algumas estratégias que apresentaremos a seguir, identificamos os estágios em que se encontram os Potenciais Clientes e fazemos eles avançarem na jornada, ou seja, aceleramos o processo de compra.

a) EMAIL MARKETING

Apesar de não ser o assunto da moda no Marketing Digital, o Email Marketing continua se apresentando cada vez mais como um canal que provê grande ROI (retorno sobre o investimento).

Isso porque, de alguns anos para cá, o e-mail evoluiu muito e, fazendo um bom trabalho de Marketing Digital, você consegue obter um bom nível de segmentação das campanhas, ou seja, consegue identificar o interesse dos seus Potenciais Clientes, segmentá-los e enviar apenas mensagens relevantes.

Outro motivo de sua eficácia é o ROI que vem sido comprovado por esse canal: o custo para alcançar toda a sua base é menor em comparação a outros meios, como mídias sociais, e cada campanha, se bem realizada, tende a trazer resultados palpáveis e de curto prazo (dependendo da oferta).

Dois dos tipos de e-mail mais comuns são:

a.1) Emails promocionais

Tratam-se de emails cujo objetivo é promover uma ou mais ofertas.

Um exemplo de e-mail promocional é o utilizado pela Resultados Digitais para lançar novos materiais educativos.

a.2) Newsletter

Trata-se de um e-mail periódico com um compilado de conteúdo e ofertas de diferentes níveis, sejam essas ofertas diretas ou indiretas.

Um exemplo de newsletter é a da Endeavor.
Um ponto importante que vale ser destacado sobre a estratégia de Email Marketing é a segmentação: trata-se de gerar o mesmo resultado enviando menos email.

Exemplo disso é a segmentação que passamos a fazer em meados de 2014:

O gráfico acima compara emails enviados e cliques em emails. Note que a curva de emails entregues (linha branca) caiu e a curva de cliques (linha amarela) se manteve no mesmo patamar após a queda da quantidade de emails entregues.

Alguns critérios que você pode usar para segmentar suas campanhas são:

  • Personas;
  • Cargos gerenciais (tomadores de decisão, materiais mais estratégicos) ou técnicos (materiais mais práticos, que facilitam o dia-a-dia);
  • Profissionais da área de vendas, RH, marketing etc.;
  • Área de atuação da empresa do Potenciais Clientes (Tecnologia, e-commerce, saúde etc.);
  • Pessoas que já demonstraram interesse em outro conteúdo sobre mesmo assunto ou assunto semelhante/complementar;
  • Pessoas que realizaram, ou não, uma conversão nos últimos 4, 5 ou 6 (ou mais) meses (nível de engajamento com sua empresa);
  • Pessoas que já demonstraram interesse em determinado produto mas não compraram;
  • Clientes, não clientes, pessoas que negociaram mas não fecharam etc.
  • Estágio de compra;
  • Perfil e pontuação no Lead Scoring.

b) AUTOMAÇÃO DE MARKETING

A automação de marketing é o que há de mais moderno no que diz respeito ao relacionamento por e-mail, o principal canal de comunicação no mercado B2B.

Com ela é possível criar uma estrutura de nutrição de Potenciais Clientes que trabalha de forma escalável e inteligente, considerando tanto o interesse do Potenciais Clientes quanto o seu momento na jornada de compra.

O uso apropriado da automação de marketing tem diversos benefícios para a saúde da sua máquina de aquisição de clientes, como:

  • Aumentar Vendas e Receita
  • Melhorar Retenção e Upgrade de clientes
  • Diminuir custo de aquisição

Além do relacionamento por e-mail com Potenciais Cliente, essa ferramenta permite a empresa trabalhar a gestão de funil de forma automatizada, dando muito mais produtividade à sua equipe. Atribuir ou remover tags, seguir Potenciais Clientes no Twitter, marcar determinado Potencial Cliente como oportunidade ou enviar um grupo de Potenciais Clientes distribuindos entre um grupo de vendedores são somente alguns exemplos de uso da automação de marketing.

c) LEAD NURTURING

O conceito em português significa “nutrição de Leads” e consiste em manter um relacionamento construtivo com a base de  Potenciais Clientes que permita à empresa vender mais.

Esse relacionamento deve ter caráter educador e ajudar a base a resolver seus problemas e oportunidades que tenham relação com a solução que a sua empresa oferece.

Ou seja, ao invés de ofertar a sua solução para todo mundo, falamos com cada Potencial Cliente respeitando o seu interesse e momento na jornada de compra.

Trabalhar dessa forma permite às empresas ter um aproveitamento de vendas muito melhor em cima dos Potenciais Clientes gerados.

Isso porque no primeiro contato entre o Potencial Cliente e a empresa, dificilmente uma grande proporção deles efetiva a compra. No entanto, se determinado Potencial Cliente demonstrou interesse em assuntos correlacionados com o seu produto ou serviço, um trabalho de nutrição certamente conseguirá orientar mais pessoas sobre o potencial de adquirir a sua oferta.
 

4 – Vender

Todo o trabalho de geração e nutrição de Potenciais Clientes visa produzir demanda e gerar oportunidades de negócio para a sua empresa. Em alguns casos, o processo de vendas acontece dentro do próprio website, e em outros é necessário o contato entre um vendedor e o potencial cliente.

De maneira geral, quanto mais complexo o produto (maior o seu ticket), mais o processo de vendas tem de ser algo consultivo, concluindo o papel da nutrição de Potenciais Clientes para concretizar a venda.

Essa mudança de paradigmas, em que o Potencial Cliente agora percorre parte da jornada de compra antes de entrar em contato com o vendedor, traz diversas implicações que estão transformando o mundo das vendas.

Uma delas é a rápida evolução das práticas de Inbound Sales nos últimos tempos, como exposto no tópico abaixo.

a) LEAD SCORING

Em português, Lead Scoring significa “pontuação de Leads”, e seu papel é justamente pontuar ações e informações dos Potenciais Clientes a fim de entender a situação da sua base e encontrar onde estão as suas oportunidades de negócio.

A ferramenta é baseada em dois eixos, um de perfil e outro de interesse. O eixo de perfil busca identificar por meio das informações coletadas o potencial do Potencial Cliente de se tornar nosso cliente.

Já o eixo de interesse busca interpretar no comportamento do Potencial Cliente com nossos canais e conteúdos onde ele está na jornada de compra. Com essas duas informações, enviamos Clientes com potencial real de compra para vendas, melhorando a performance do time.

Em vendas mais complexas, onde a jornada de compra exige um processo de nutrição mais longo e estruturado, atuar com o Lead Scoring pode dar a sua empresa poder para triplicar seus resultados, como você pode ver webinar sobre o tema.

b) INBOUND SALES

O Inbound Sales (que pode ser traduzido como “vendas internas”) consiste basicamente em manter o time de vendedores trabalhando de dentro de casa e usando de tecnologias de comunicação para fazer reuniões, demonstrações e fechar contratos.

Dessa forma, além de ser possível ter um maior controle sobre a atuação do time, temos uma grande redução de custos gerados por deslocamentos até os potenciais clientes.

c) CRM

Trabalhar com Inbound Sales exige de vendas a capacidade de performar bem mesmo sem ter o contato pessoal com o cliente, e para isso fazemos uso ostensivo de tecnologia.

O CRM (Customer Relationship Management) é um software para organizar, metrificar e guardar histórico de todas as negociações feitas pelo vendedor.

Inclusive, unir esse histórico do vendedor com o histórico do  Potenciais Clientes enquanto ainda nutrido por marketing melhora a abordagem e performance de vendas.
 

5 – Analizar

Um dos principais diferenciais do Marketing Digital é poder avaliar precisamente seus resultados e comprovar o retorno dos seus investimentos com base em fatos.

As possibilidades analíticas do Marketing Digital são responsáveis por realimentar todo o processo do Inbound Marketing.

É possível monitorar cada ação que ocorre nas interações do seu público com seus sites, posts e campanhas, o que torna o trabalho mais inteligente.

Além disso, todo o processo pode ser otimizado detectando-se as taxas que estão abaixo do esperado para direcionar os esforços do time de marketing.

Toda essa capacidade analítica do marketing é amplamente suportada por algumas ferramentas disponíveis no mercado.

a) WEB ANALYTICS

Ferramentas de Web Analytics são fundamentais para as análises no Marketing Digital, tornando-se bastante presente nos sites.

Uma das ferramentas mais conhecidas de Web Analytics é o Google Analytics. Pelo Google Analytics é possível extrair diversos dados que podem ser de grande avalia para qualquer pessoa que deseja analisar a fundo sua estratégia de Inbound Marketing.

b) RD STATION

O RD Station é uma ferramenta completa quando o assunto é Inbound Marketing. Além de automatizar diversas ações como envio de emails e processamento da sua base de contatos, o RD Station fornece ferramentas para monitoramento da performance de cada componente do Marketing Digital da sua empresa.

Jornada de Compra de Inbound Marketing

A Jornada de Compra consiste em um mapa que ajuda a entender como o seu cliente pensa e se comporta em um período do tempo até fazer negócio com sua empresa.

1 – Aprendizado e Descoberta

No primeiro contato que o potencial cliente tem com sua empresa, seu interesse ainda é superficial, pois ele não tem ideia que possui um problema a ser resolvido.

Portanto, o objetivo nessa etapa é chamar a atenção do potencial cliente para descobrir que ele tem um problema que não sabia.

Ex: Você sabia que não ter um site pode levar sua empresa a fechar as portas?

2 – Reconhecimento do Problema

Na segunda etapa, o potencial cliente já tem uma noção um pouco mais clara do tema em questão. Então, o momento é de fazê-lo perceber que ele tem um problema ou necessidade.

A partir disso, ele vai estudar o problema e buscar uma solução.

Ex: Como evitar que sua empresa feche as portas por não ter um site.

3 – Consideração da Solução

Depois de estudar o problema, o potencial cliente se encontra diante de algumas soluções.

Agora, é hora de fazê-lo reconhecer que sua empresa oferece a melhor solução para o que ele precisa.

Ex: 5 plataformas para criar um site poderoso para sua empresa.

4 – Avaliação e Compra  

Na última etapa, é importante mostrar ao potencial cliente que sua empresa oferece mais vantagens na solução em comparação aos concorrentes.

Mostrar exemplos bem sucedidos também é um fator determinante para que a decisão do consumidor seja por sua empresa.

Ex: Conheça 5 empresas que aumentaram as vendas com sites da MAIKON.biz

Conteúdo para Inbound Marketing

Para chamar a atenção do seu público-alvo, você precisa oferecer algo de valioso para ele. Caso contrário, ele não vai perder tempo com você.

O conteúdo possui dois objetivos principais:

1 – Atrair a atenção dos potenciais clientes para trocarem suas informações por conteúdo e;

2 – Educá-los a respeito de determinados assuntos relacionados aos produtos ou serviços que sua empresa oferece.

Tudo isso é feito de maneira automatizada, mas altamente personalizada.

Para fazer isso, sua empresa pode usar diversos tipos de conteúdos diferentes. Estes são alguns deles:

  • Posts de blog ( Publicação de artigos e novidades no seu blog)
  • E-books (Livros em formato PDF com até 200 páginas para baixar)
  • Infográficos (Imagens com gráficos e ilustrações) 
  • Quizzes (Testes de perguntas e respostas)
  • Trials (Testes de sistemas e aplicativos)
  • Whitepapers (E-books curtos de 5 a 12 páginas com dados de pesquisas)
  • Checklists ( Lista de verificação de itens)
  • Ferramentas (Sistemas, planilhas, modelos interativos para usar)
  • Podcasts (Gravações em áudio)
  • Vídeos
  • Modelos (Formulários, mapas, moldes, etc)
  • entre outros.

Funil de Vendas do Inbound Marketing

O funil de vendas é um mecanismo usado para que as empresas entendam em que momento a conversão irá acontecer no relacionamento com o cliente. Ele mostra quando interessados viram potenciais clientes e, depois, clientes compradores.

Topo de Funil (ToFu*)

É aqui que você vai começar a captar interessados com conteúdo de qualidade que os ajude a entender um problema. Os interessados se tornam potenciais clientes (Leads) .

Meio de Funil (MoFu*)

Depois de conquistar a fidelidade dos interessados no estágio anterior, é hora de oferecer soluções mais robustas ao problema que eles acabaram de descobrir que têm.

Os potenciais clientes (Leads) que consumirem o conteúdo daqui se qualificam para o próximo estágio.

Fundo de Funil (BoFu*)

Leads qualificados têm muito mais chances de querer usar o seu produto, então o fundo é o lugar onde você vai começar a sugerir os seus serviços abertamente e elencar as vantagens dos seus produtos.

* Do inglês top, middle e bottom of funnel.

Inbound Marketing em números

  • Inbound Marketing (Marketing de Atração) custa 62% menos que o Outbound Marketing (Marketing de Interrupção);
  • 2/3 dos empresários dizem que o blog é importante para atrair mais clientes;
  • 67% das empresas B2C (empresas que vendem para clientes Final) e 41% das empresas B2B (empresas que vendem para outras empresas conseguiram clientes pelo Facebook;
  • 57% das empresas conseguiram pelo menos um clientes pelo blog;
  • 42% das empresas conseguiram clientes pelo Twitter;
  • Empresas que usam blog tem 47% mais links de recomendações para seus sites;
  • 46% das pesquisas diárias  feitas por clientes, são para obter informações sobre produtos ou serviços;
  • 72% dos empresários afirmam que as redes sociais ajudam no fechamento de vendas;
  • 275% é o ROI (Retorno sobre o Investimento) médio produzido pelas campanhas de relações públicas online;

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